O Valor da Simplicidade |
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Empresas apreciam funcionários criativos. Elas dependem deles para quase tudo: bolar novos produtos, aumentar a produtividade, melhorar a rotina, encontrar nichos de mercado inexplorados, e por aí vai.

Empresas apreciam funcionários criativos. Aliás, elas dependem deles para quase tudo: bolar novos produtos, aumentar a produtividade, melhorar a rotina, encontrar nichos de mercado inexplorados, e por aí vai.
Uma das ideias mais originais da história é o clipe. O triunfo da simplicidade. Oito dobras fáceis em um pedacinho de arame, que podem ser feitas à mão, sem auxílio de nenhum instrumento. E sem necessidade de estudo específico, nem intelecto superior. E, melhor ainda, sem gastar quase nada. Nenhuma outra invenção humana tem uma relação melhor de custo e benefício.
Hoje, são produzidos no mundo, a cada ano, 20 bilhões de clipes (três para cada terráqueo). Servem literalmente para tudo: soltar disquetes encalacrados na gaveta do computador, limpar as unhas, marcar cartelas de bingo e, eventualmente, até para prender papel.
Essa maravilha do design surgiu apenas em 1901 na Inglaterra, e com mais de um século de vida, nunca sofreu alterações. Por algum motivo, nós, do século 21, parecemos estar convencidos de que criatividade é sinônimo de complicação.
Todos os dias, novas ideias, que não requerem especialização ou altos investimentos, passeiam bem diante de nossos olhos. Mas nós as descartamos, ou nem as percebemos mais, porque há muito deixamos de acreditar que uma boa decisão, pessoal ou profissional, ainda possa ter a simplicidade de um clipe.
Trecho do artigo de Max Gehringer para a Revisa Você S/A.